Jem e as Hologramas

Jem estreou no Brasil em 1988, exibido pelo SBT. Inicialmente, o desenho fazia parte da programação da tarde no bloco infantil chamado Carrossel. Já em 1990, Jem passou a ser exibido de segunda a sexta-feira no programa da apresentadora Mariane, permanecendo no ar até 1991. Em 1992, a animação voltou à grade no programa Show Maravilha, apresentado por Mara Maravilha. A partir de 1993, o SBT não exibiu mais nenhum episódio do desenho. Será que só eu me lembro dele ou você se lembra também? 

 

A História

A trama do desenho tem início com a morte do milionário Emmet Benton, o que leva sua filha, Jéssica Benton, a assumir o comando da gravadora Starlight Music e da Fundação Starlight — um orfanato dedicado a acolher meninas e estimular sua criatividade por meio da música. Ao herdar os projetos do pai, Jéssica faz a promessa de preservar o legado da família. Sua vida muda completamente quando ela encontra um par de brincos em formato de estrela e descobre que eles escondem Energia, um supercomputador desenvolvido por Emmet, capaz de criar hologramas extremamente realistas. Em algumas ocasiões, a máquina se manifesta como uma espécie de androide, dando origem ao alter ego de Jéssica: Jem.

Com o objetivo de ganhar dinheiro por meio da música e direcionar os lucros para causas beneficentes — incluindo o próprio orfanato — Jéssica decide formar uma banda de rock. Sempre que precisava se apresentar ou surgir em público como Jem, bastava tocar os brincos e dizer frases como “Hora do show, Energia” ou “O show acabou, Energia” para assumir sua outra identidade.

Quando necessário, Energia projetava o holograma de Jem separado de Jéssica, permitindo que as duas aparecessem juntas. No entanto, essa situação era extremamente perigosa, já que o holograma não podia ser tocado, sob risco de revelar o segredo. A vida amorosa de Jéssica também era complicada: ela se relacionava com Rio, o empresário de Jem, que vivia dividido entre seu amor por Jéssica e por Jem, sem imaginar que ambas eram a mesma pessoa, embora se esforçasse para permanecer fiel a Jéssica. Já no final da terceira temporada, Riot, líder da banda Stingers, se apaixona por Jem e passa a disputar seu amor com Rio.

As Hologramas eram formadas ainda por Kimber Benton, irmã adotiva de Jéssica, responsável pelos teclados e guitarra, a mais jovem e insegura do grupo, mas de coração generoso e atitudes impulsivas; Shana Elmsford, baterista e guitarrista, extremamente leal e também criadora de grande parte dos figurinos da banda; Raya, que assume a bateria quando Shana decide seguir carreira como estilista e acaba permanecendo no grupo após descobrir o segredo de Jem, mesmo com o retorno de Shana; e Aja Leight, conhecida por seu forte senso de responsabilidade e que, assim como Shana, cresceu na Fundação Starlight.

Com coreografias criadas pela jovem Danse e clipes dirigidos por Vídeo, as garotas percorrem diversas cidades em turnês eletrizantes, sempre acompanhadas por multidões entusiasmadas. O sucesso da banda era evidente: os shows lotavam e seus videoclipes eram constantemente exibidos no programa Linz-TV, apresentado pela VJ Lindsey. Apesar disso, a vida das Hologramas estava longe de ser perfeita, já que precisavam enfrentar as sabotagens da banda rival, as Desajustadas, que faziam de tudo para prejudicar Jem e suas amigas. Lideradas por Urânia, o grupo de vilãs contava ainda com Roxy, a determinada; Clash, prima da diretora Vídeo; a inglesa Jetta; e Eléctra, que apesar de ter um bom coração, era facilmente influenciada pelas companheiras, mesmo com a oposição de seu irmão. O empresário das Desajustadas era Eric Raymond, detentor de metade das ações da Starlight Music.





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